Sem Peru de Natal, CNJ cancela o “vale-ceia” inovador de 10 mil reais do TJMT

0
220

O “Vale-Ceia” dos Juízes: Uma Ceia de Luxo à Vista?

Quem disse que a justiça não tem um pezinho na extravagância? O recém-publicado, e diga-se de passagem, “inovador” provimento do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) resolveu presentear juízes e servidores com um “vale-ceia” de mais de R$ 10 mil. É isso mesmo, R$ 10.055 para garantir que a ceia de Natal seja digna de um banquete real.

Mas não demorou muito para que o ministro Mauro Campbell Marques, o nosso “corrigidor” (sim, é o que parece), decidisse que essa farra precisa ser interrompida. Em uma ação que poderia ser descrita como uma “intervenção de emergência”, ele suspendeu o pagamento do benefício, alegando que essa generosidade era uma “desconfiguração” da rubrica. O que seria isso? Talvez os juízes confundindo a justiça com uma mesa farta, quem sabe?

Após o anúncio do auxílio mais arrumado que muitos salários por aí, Campbell, sempre cuidadoso, notificou a desembargadora Clarice Claudino da Silva para que ela explicasse essa distribuição de “papel toalha de ouro”. O corre-corre nos bastidores revela que ele resolveu dar um tempo para pensar, ou melhor, saborear cada pedaço do bolo que esse “vale-ceia” poderia representar para as finanças públicas.

Oi? Que tal dois mil e pouco a partir de janeiro, tirando o gostinho do “plus” do final do ano? Certamente, essas cifras saltitantes de R$ 3,2 milhões em um único mês não estão no menu de qualquer orçamento. Afinal, o TJMT é um verdadeiro condomínio de juízes com 39 desembargadores, 285 juízes e mais de seis mil servidores. Um verdadeiro festival, não?

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a ceia dos magistrados vira um banquete digno de 5 estrelas. No ano passado, a então presidente já havia dado um aumento expressivo no auxílio-alimentação, fazendo com que o valor saltasse de R$ 1,9 mil para R$ 6,9 mil. Uma verdadeira ceia em camadas, não?

No fim das contas, a história do “vale-ceia” nos lembra que a justiça pode até ter um paladar requintado, mas quando se trata de gastar, é sempre bom lembrar que nem tudo que brilha é ouro… Ou melhor, nem todo “vale” é um vale de valores. Quem diria que a ceia seria o prato principal de tantas controvérsias?