Exportações de café Conilon recuam em janeiro, mas safra 2024/25 caminha para recorde

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As exportações brasileiras de café totalizaram 3,97 milhões de sacas em janeiro, registrando uma queda de 1,6% em comparação com o mesmo mês de 2024. O principal fator para essa retração foi a expressiva redução nos embarques de Conilon, que recuaram 28,9%. Já o Arábica manteve volumes praticamente estáveis, com leve baixa de 0,3% no período.

Segundo Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, a queda nas exportações de Conilon pode estar relacionada à menor disponibilidade do grão e a uma possível retração da demanda, após um volume expressivo de embarques em 2024. Apesar desse cenário, o acumulado da safra 2024/25 (abril a janeiro) já soma 42 milhões de sacas exportadas, um avanço de 21,7% em relação à temporada 2023/24.

Safra brasileira 2024/25 e perspectivas para 2025/26

A safra 2024/25 tem se destacado por recordes nas exportações de café verde, com o Arábica alcançando 31,05 milhões de sacas (+15,3%) e o Conilon registrando 7,79 milhões de sacas (+58,6%) em relação ao ciclo anterior. O forte crescimento do Conilon foi impulsionado pela menor oferta do Vietnã, favorecendo as exportações brasileiras.

No mercado internacional, o Arábica expandiu sua presença na União Europeia e nos Estados Unidos, mas perdeu espaço na Ásia. O Conilon, por sua vez, teve aumento nas exportações para a Ásia e UE, enquanto registrou queda nos embarques para os EUA. Nos próximos meses, a menor oferta e a proximidade da safra 2025/26 podem desacelerar os envios ao exterior, embora o ciclo atual ainda deva se manter em níveis recordes.

“A maior participação do Conilon no consumo global levou os estoques ao menor nível da história, e a diferença de preços pode estimular seu uso nos blends nacionais, reduzindo as exportações no próximo ciclo. Com isso, esperamos uma queda inicial nos embarques de Arábica e Conilon em 2025/26, impulsionada pela menor produção do Arábica e pela arbitragem favorecendo o consumo interno do Robusta”, conclui a analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio