Os preços do milho registram novas quedas na Bolsa Brasileira (B3) nesta quinta-feira (27). Os contratos mais negociados recuavam entre 0,07% e 0,1%, com o vencimento para maio sendo cotado a R$ 76,98 por saca e o de setembro a R$ 71,24. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safrinha e aos desafios enfrentados pelo segmento.
“Todo dia o mercado na B3 está tomando uma patada e o físico terá que resistir muito”, avalia Ronaldo Fernandes, diretor da Royal Rural.
As condições climáticas começam a apresentar melhorias para as lavouras, e as previsões indicam a chegada de chuvas em algumas regiões que ainda necessitam de umidade para recuperar parte do potencial produtivo. No entanto, o cenário ainda exige cautela.
“No Brasil, são previstos acumulados leves a moderados em toda a região produtora, exceto na Bahia e em partes de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, onde o clima deve permanecer seco”, informou o Grupo Labhoro em seu relatório diário.
Mercado de Chicago aguarda novos dados do USDA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operam com volatilidade, influenciados pela possibilidade de um novo acordo na região do Mar Negro, o que adiciona incertezas ao quadro geopolítico já afetado pela guerra comercial.
Além disso, os investidores monitoram as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que divulgará seus novos boletins na próxima segunda-feira (31). As expectativas indicam um aumento na área de plantio de milho para a safra 2025/26, enquanto a soja pode perder espaço.
Por volta das 9h (horário de Brasília), as cotações operavam de forma mista, com o contrato para maio sendo negociado a US$ 4,52 por bushel e o de setembro a US$ 4,36 por bushel.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio