Pesquisadora da Fundação Rio Verde apresenta pesquisa sobre “TSI e a qualidade fisiológica das sementes”

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Assessoria

A qualidade das sementes é um fator crucial para o sucesso da agricultura, influenciando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Durante o Show Safra Mato Grosso, a pesquisadora e engenheira agrônoma Maria Luiza da Silva, da Fundação Rio Verde, apresentou estudos sobre TSI (Tratamento de Semente Industrial) e a qualidade fisiológica das sementes.

A palestra foi realizada no auditório principal da Fundação Rio Verde e contou com a participação de vários profissionais da área e produtores rurais.

Durante sua palestra, Maria Luiza destacou que o TSI é uma prática que envolve a aplicação de produtos químicos e biológicos nas sementes antes do plantio. Esse tratamento visa proteger as sementes contra pragas e doenças de início de ciclo, além de potencializar seu desenvolvimento inicial.

“Um tratamento adequado auxilia na qualidade sanitária e mantem a qualidade fisiológica das sementes, resultando em plantas mais saudáveis e produtivas. Hoje o meu objetivo foi falar sobre as vantagens que tem o uso do TSI que são inúmeras e muito importantes, pois o produtor consegue diminuir problemas de desperdício de produto, e ter no lote de sementes a quantidade ideal da dose do produto desejado, seja ele fungicida, inseticida ou nematicida. Porém também trouxe algumas problemáticas encontradas que estão relacionadas a alguns tratamentos, e como laboratório de sementes quais foram as nossas medidas para entender o problema e assim definir o melhor método de análise para identificar o potencial germinativo dos lotes avaliados. Das análises avaliadas 90% das sementes que estavam com polímero ou grafite e apresentaram anormalidade devido fitotoxidez” explicou a pesquisadora.

Maria enfatiza que é preciso uma atenção especial a prática do tratamento de sementes, afinal estamos falando de um processo irreversível.

“É sempre importante ter cautela em relação ao excesso. Todos os produtos utilizados, seja fungicida, inseticidas e demais defensivos são importantes e de fato não dá para produzir sem ter um tratamento ideal da semente, mas a gente precisa ter atenção ao excesso e garantir que a semente não perca seu potencial produtivo. Nós enquanto Fundação Rio Verde temos um papel fundamental e importante ao apresentarmos nossas pesquisas e fornecermos as informações aos produtores” enfatizou ela.

Fonte: Verbo Press