O mais recente relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, divulgado nesta terça-feira, trouxe uma análise detalhada sobre o mercado de fertilizantes e as perspectivas para as principais commodities agrícolas. O estudo apontou uma tendência de alta nos preços dos potássicos, enquanto os fosfatados mantiveram estabilidade e os nitrogenados sofreram queda.
Em fevereiro, os preços do cloreto de potássio (KCl) registraram um aumento de 5,7%, e nos primeiros 15 dias de março, o valor subiu ainda mais, alcançando 3,9%, chegando a US$ 335 por tonelada. Já os fosfatados permaneceram praticamente estáveis tanto em fevereiro quanto no início de março. Por outro lado, os preços dos nitrogenados apresentaram queda, especialmente devido ao aumento da oferta. A ureia foi cotada a US$ 395 por tonelada nos portos, marcando uma redução de 6,5% em comparação aos primeiros 15 dias de março.
O aquecimento no mercado de potássicos era esperado, principalmente devido à proximidade do período de plantio nos países do Hemisfério Norte. Contudo, produtores americanos anteciparam suas compras, temendo que a “guerra comercial” entre os EUA e o Canadá pudesse resultar no aumento das tarifas sobre o fertilizante. Os Estados Unidos, que importam cerca de 90% do potássio do Canadá, estão se antecipando ao risco de tarifas que poderiam atingir até 25%, o que gerou uma corrida para garantir o abastecimento do produto.
Após uma série de aumentos, o mercado de nitrogenados apresentou queda de preços, embora os valores ainda permaneçam elevados. A redução nos preços internacionais do gás natural liquefeito, principal matéria-prima para a produção de fertilizantes, juntamente com a normalização da produção no Irã, contribuíram para essa diminuição. No entanto, o Egito ainda enfrenta restrições no fornecimento de gás para a produção de ureia e amônia, um problema persistente desde o ano passado.
No mercado de fosfatados, a oferta continua restrita, mantendo a tendência observada nos últimos meses. No entanto, o preço do enxofre tem subido recentemente, o que pressiona ainda mais os preços do MAP (fosfato monoamônico). O preço do MAP teve um pequeno aumento de 0,8% em fevereiro, sendo cotado a US$ 642 por tonelada em 15 de março nos portos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio