Açúcar sobe com impacto do clima e baixa oferta; etanol valoriza pelo terceiro dia seguido

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O clima voltou a influenciar as cotações do açúcar nas bolsas internacionais nesta terça-feira (1º), impulsionando os preços da commodity. De acordo com analistas consultados pela Reuters, a preocupação dos investidores se deve às condições climáticas no Brasil, maior produtor global, onde a seca pode comprometer o desenvolvimento final da cana-de-açúcar para a nova safra.

A oferta restrita na Índia, segundo maior produtor mundial, também contribuiu para o movimento de alta. Segundo informações de um órgão setorial divulgadas pela Reuters, as usinas indianas produziram 24,8 milhões de toneladas de açúcar na safra 2024/25 até o momento, reforçando as preocupações com a oferta global.

Mercado internacional

Nova YorkNa ICE Futures de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o dia em alta. O contrato para maio/25 foi negociado a 19,35 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 49 pontos em relação à sessão anterior, quando a cotação atingiu o menor nível em quase três semanas. O vencimento para julho/25 também subiu, fechando a 19,13 cts/lb, com valorização de 48 pontos. Os demais contratos tiveram ganhos entre 35 e 48 pontos.

LondresA ICE Futures Europe, de Londres, também registrou altas em todas as posições do açúcar branco. O contrato para maio/25 foi comercializado a US$ 545,90 por tonelada, um acréscimo de US$ 11, ou 2,1%, em relação ao dia anterior. O vencimento para agosto/25 fechou a US$ 536,50 por tonelada, avanço de US$ 12,10. Os demais contratos tiveram ganhos entre US$ 9,60 e US$ 11,70.

Mercado interno

No Brasil, o açúcar cristal também apresentou valorização, conforme aponta o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 141,03, contra R$ 139,72 da sessão anterior, representando um aumento de 0,94%.

Etanol hidratado

Pelo terceiro dia consecutivo, os preços do etanol hidratado registraram alta. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.858,00 por metro cúbico, contra R$ 2.846,00 do dia anterior, um acréscimo de 0,42%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio