A mais recente edição do informativo Sucroenergético 360º, publicada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, já está disponível no site da instituição. O destaque deste mês é a análise sobre a precificação de bioinsumos, abordando os desafios e as perspectivas para a consolidação de um mercado futuro para esses produtos.
De acordo com pesquisadores do Cepea, enquanto o mercado de commodities agrícolas opera de maneira estruturada, com padrões rígidos de classificação e negociação — como no caso da soja e do açúcar —, o setor de bioinsumos ainda enfrenta obstáculos para se estabelecer de forma organizada. Essa dificuldade se deve à natureza biológica e inovadora desses produtos, que possuem características variáveis e demandam novas abordagens para definição de preços.
Novos modelos de precificação
A estrutura de precificação das commodities tradicionais se baseia em três pilares fundamentais: padronização técnica, transparência de informações e fungibilidade dos produtos. No entanto, os bioinsumos apresentam maior variabilidade de desempenho e dependem de condições específicas para sua eficácia, o que desafia os modelos convencionais de precificação. Diante disso, há uma necessidade crescente de desenvolver metodologias que contemplem a dinamicidade e a complexidade desses insumos, garantindo maior previsibilidade e estabilidade ao mercado.
Com quatro décadas de experiência na criação de indicadores para commodities agropecuárias, o Cepea apresenta neste estudo uma análise pioneira sobre os desafios para a construção de um mercado futuro de bioinsumos. O levantamento não apenas identifica os principais entraves enfrentados pelo setor, mas também estabelece um paralelo com outras cadeias produtivas, propondo estratégias para superar as dificuldades de precificação e comercialização desses produtos inovadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio