Fertilizantes convencionais ou de liberação controlada: Qual a melhor opção para sua lavoura?

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A escolha entre fertilizantes convencionais e de liberação controlada (CRF – Controlled Release Fertilizer) impacta diretamente a eficiência nutricional, os custos operacionais e a sustentabilidade da produção agrícola. Segundo Roberto Carpi, especialista em PCM, enquanto os fertilizantes convencionais oferecem nutrientes de forma imediata, os CRFs proporcionam uma liberação gradual, reduzindo perdas e otimizando a absorção pelas plantas. Mas qual deles é o mais indicado para cada cultura?

Os fertilizantes convencionais são recomendados para culturas de ciclo curto, como milho, feijão, trigo e hortaliças, que exigem absorção rápida de nutrientes. Sua principal vantagem é o baixo custo inicial, além da facilidade de aplicação. No entanto, apresentam desafios como maior risco de lixiviação e a necessidade de reaplicações frequentes, especialmente em solos arenosos ou sob condições climáticas adversas, como chuvas intensas. Esses fatores podem resultar em desperdício e aumento nos custos operacionais ao longo do ciclo da cultura.

Por outro lado, os fertilizantes CRF são ideais para culturas de ciclo longo, como cana-de-açúcar, café, frutíferas e florestais. Sua tecnologia permite uma nutrição contínua e eficiente, reduzindo a necessidade de reaplicações e minimizando impactos ambientais. Apesar do investimento inicial mais elevado, a maior eficiência na utilização dos nutrientes pode compensar o custo, tornando o CRF uma alternativa sustentável e economicamente viável para sistemas de alta produtividade.

A decisão entre fertilizante convencional e CRF deve levar em conta o tipo de cultura, as condições do solo e os objetivos do produtor. Para quem busca maior eficiência nutricional e sustentabilidade, os CRFs se mostram aliados estratégicos na otimização da produtividade e na redução dos impactos ambientais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio