Mercado do milho segue travado em SC e PR, enquanto preços avançam no MS

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A comercialização do milho segue travada em Santa Catarina e no Paraná, enquanto os preços apresentam forte alta no Mato Grosso do Sul, de acordo com informações da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, as indústrias têm buscado adquirir o cereal dentro do estado para reduzir a necessidade de importações. “As dificuldades de compra de milho, já evidentes em outros estados, começam a se manifestar também no RS. Com produtores e armazenadores focados na safra da soja, a oferta de milho disponível é escassa, fazendo com que os compradores tenham que se adequar às exigências dos vendedores. As pedidas variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00 no mercado interno para abril”, aponta o levantamento.

Em Santa Catarina, os preços seguem estáveis e o mercado pouco dinâmico. “No porto, os valores variam entre R$ 72,00 por saca para entrega em agosto, com pagamento previsto para 30 de setembro, e R$ 73,00 para entrega em outubro, com pagamento em 28 de novembro. Já as cooperativas locais estão pagando R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$ 71,00 no Oeste catarinense e R$ 71,00 na região serrana”, informa a consultoria.

O cenário é semelhante no Paraná, onde a colheita da soja tem mantido os produtores focados, limitando a negociação do milho. “Nos Campos Gerais, os preços para retirada imediata estão em R$ 80,00 por saca (FOB). Para entrega em abril de 2025, o valor sobe para R$ 82,00 por saca, com pagamento previsto para o início de maio (CIF fábrica na região)”, detalha o relatório.

Por outro lado, no Mato Grosso do Sul, os preços acumulam alta expressiva de 63,25% desde a colheita em julho. “Em Dourados, compradores pagam R$ 75,00 por saca, enquanto os vendedores pedem R$ 78,00. Em São Gabriel do Oeste, a saca é negociada a R$ 72,00 para compradores e R$ 76,00 para vendedores. Essa variação nos valores reflete a oferta local e as negociações entre os agentes do mercado”, conclui o levantamento.

Cotações do milho fecham em alta na B3 e Chicago

Mercado futuro busca ajuste entre preços físicos e contratos futuros

Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho encerrou o pregão em alta, refletindo um movimento de correção entre o mercado físico e os contratos futuros. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações registraram valorização significativa a partir de junho de 2025. “A entrada do milho verão no mercado tem trazido algum alívio para os compradores, mas os vendedores não estão dispostos a aceitar ofertas muito baixas, o que torna a queda dos preços no mercado físico mais lenta. A B3 ainda apresenta um descolamento considerável em relação aos preços físicos, especialmente em São Paulo, e o mercado deve buscar um ponto de equilíbrio nos próximos dias”, analisa a consultoria.

Os contratos futuros encerraram a sessão em alta:

  • Maio/25: R$ 78,53 por saca (+R$ 0,81 no dia e +R$ 0,60 na semana);
  • Julho/25: R$ 73,37 por saca (+R$ 1,08 no dia e +R$ 0,90 na semana);
  • Setembro/25: R$ 72,60 por saca (+R$ 1,09 no dia e +R$ 0,96 na semana).

Já na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações do milho também fecharam em alta, impulsionadas pela demanda pelo cereal norte-americano. “O contrato de maio, que serve de referência para a safra de verão brasileira, subiu 0,87%, ou 4,50 cents por bushel, fechando a US$ 4,61. Já o vencimento de julho teve um avanço de 1,08%, ou 5,00 cents, para US$ 4,68”, informa a TF Agroeconômica.

A demanda aquecida pelo milho dos Estados Unidos tem sustentado os preços, em meio à redução dos estoques do cereal no país. “Outro fator que influencia o mercado é a expectativa de que o ex-presidente Donald Trump implemente novas tarifas sobre diversos países em 2 de abril, o que pode estimular o consumo interno de milho nos EUA, mas reduzir as exportações. No entanto, nesta terça-feira, os investidores optaram por focar na demanda aquecida”, conclui a análise.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio