Mercados recuam à espera de tarifas de Trump e impacto global

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Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street registravam queda nesta quarta-feira, enquanto investidores aguardavam detalhes sobre as tarifas planejadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é de que a medida tenha repercussões significativas no comércio global.

Nos últimos dias, os mercados oscilaram entre ganhos e perdas, refletindo a preferência dos investidores por ativos mais seguros, como ouro e títulos governamentais, em detrimento das ações. O movimento ocorre em meio à incerteza sobre o escopo das tarifas e seus possíveis efeitos sobre a economia global, os lucros corporativos e a inflação.

O anúncio oficial, batizado por Trump de “Dia da Libertação”, estava programado para ocorrer às 17h (horário de Brasília) na Casa Branca. Até então, os detalhes da medida ainda estavam sendo ajustados. O presidente norte-americano tem defendido que as tarifas recíprocas são uma forma de equilibrar as taxas aplicadas por outros países. No entanto, persistiam dúvidas sobre o formato exato das tarifas, especialmente diante de relatos de que Trump estaria considerando uma tarifa universal de 20%.

“Talvez a questão mais relevante seja se esse anúncio pode desencadear uma recessão global”, ponderou Oliver Blackbourn, gerente de portfólio da Janus Henderson Investors. “Embora essa possibilidade pareça improvável no momento, é essencial destacar que as ações nos EUA estão relativamente valorizadas, o que as torna mais vulneráveis a surpresas negativas.”

Diante desse cenário, o futuro do S&P 500 registrava queda de 0,59%, enquanto o contrato futuro do Nasdaq 100 recuava 0,72%, e o futuro do Dow Jones cedia 0,48%.

Os índices de Wall Street vêm enfrentando forte pressão ao longo do ano. O S&P 500 e o Nasdaq já acumulam desvalorização de 10% em relação aos recordes alcançados no mês passado, confirmando um movimento de correção. No primeiro trimestre, o S&P 500 caiu 4,6%, marcando sua maior retração trimestral desde julho de 2022.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio