As tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos podem representar uma oportunidade para o agronegócio brasileiro, que se destaca pela alta competitividade. A avaliação foi feita pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta quinta-feira (3), antes de sua participação em um evento sobre etanol de milho em Mato Grosso.
Segundo o ministro, embora as ações comerciais adotadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump tenham potencial para impactar negativamente os mercados internacionais, o Brasil pode transformar esse cenário em vantagem estratégica. “Infelizmente, essas medidas podem trazer dificuldades ao comércio global, mas o Brasil tem competência para lidar com essa situação e convertê-la em uma grande oportunidade”, afirmou.
Competitividade e perspectivas para o agro brasileiro
Fávaro ressaltou que a agropecuária nacional tem um diferencial competitivo significativo, o que pode favorecer sua posição no mercado internacional. “O Brasil é altamente competitivo, especialmente no setor agropecuário. Se soubermos agir com estratégia, essa situação pode se tornar uma oportunidade para ampliarmos nossa presença global”, destacou o ministro, em entrevista durante a conferência promovida pela consultoria Datagro e pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
Além do cenário internacional, o ministro também comentou os desafios internos, como o impacto da taxa Selic na política de equalização de juros do Plano Safra. Segundo ele, a alta dos juros representa um obstáculo para o Tesouro Nacional subsidiar as taxas do programa, exigindo ajustes na estratégia governamental para apoiar os produtores.
Apoio aos médios produtores no Plano Safra
Como alternativa, Fávaro destacou que o governo pretende priorizar os médios produtores rurais no próximo Plano Safra, nos moldes do suporte já oferecido à agricultura familiar. A intenção é garantir condições favoráveis para a produção de alimentos a preços acessíveis, em um contexto de atenção à inflação.
“Vamos dar prioridade ao Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), seguindo um modelo semelhante ao do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que já beneficia os pequenos agricultores”, explicou o ministro.
Com essa estratégia, o governo busca assegurar que o agronegócio brasileiro continue a se expandir, aproveitando oportunidades no mercado global e garantindo estabilidade na produção e abastecimento interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio